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quinta-feira, novembro 27, 2003

Eulália a insatisfeita

O comandante da nave alertava
Que por vontade divin’ ou talvez não,
Tomassem por segura a colisão
Da mesma, e mais tudo o que levava,

Enfrentando, altiva, os passageiros,
Num derradeiro assomo de coragem,
Eulália, que tinha dos homens a voragem,
Assim gritou, perdida ,aos companheiros:

-"Na vida que agora se me acaba
Pois ninguém jamais me fez sentir mulher!
Qual de entre vós poderá ainda e se quiser
Rodar neste portão tão pesad’ aldraba?"

Ergue-se na cauda um mancebo. Alto,
Olhos verdes, penteado a rigor,
Que avança lesto pelo corredor
E junto dela vem estacar num salto.

Tirando a camisa, solta um berro
Ao mesmo tempo que avança, rude:
-“Aqui está, para ti. Fiz o que pude!
Passa-me agora esta merda a ferro!”

Natália Bocage de Camões

quarta-feira, novembro 26, 2003

Estou a tentar instalar um sitemeter!?!?

terça-feira, novembro 25, 2003

Fiz algumas alterações às postas passadas, com apagamentos de palavras e refraseaduras, refraseamentos ou refraseações. Já nem sei qual destes vocábulos representa o substantivo derivado de refrasear.
Também tenho o direito de anagramar palavras que são pouco familiares, como o fazem muitos "âncoras" das nossas estações de TV!
Por falar em agentes mediáticos, como é possível que gente responsável, neste caso directores televisivos, não obriguem alguns papagaios dos nossos ecrans a emendarem as broncas que a miúde nos enfiam pelos canais-da-música?
Uma retrataçãozinha de vez em quando era bemvinda!
A carneirada televidente já tem cretinice e iliteracia que chegue. Dispensa a impune contribuição pedante e sobranceira de apresentadores calinas e ignaros.

Helas, já vão sendo raros os verdadeiros jornalistas.
Porque ainda os há, e, constato que, pasme-se, são na sua grande maioria, de Direita!

Isto é, também aldrabam, como os de esquerda, mas são aldrabices que eu gosto de ler. Não digo "ouvir" porque infelizmente também rareiam no éter. No entanto abundam aqui na Blogosfera e na celulose também. Bem hajam!

Hoje tive uma ideia! Viram certamente o autocarro já a meio caminho do Centro da Terra. Que tal construir à sua volta uma retrete gigante, enchê-lo de grevistas da Carris e de "estudantes" e puxar o autoclismo?
Seria considerado um acto poluitivo das águas subterrâneas apesar de tais agentes nocivos serem biodegradáveis?

Faço tenções de apresentar muitas mais ideias úteis neste espaço. Espero que apreciem!

Paz e Cultura!

quarta-feira, novembro 19, 2003

Estavas tu, Mercês, posta em descanso
As pernocas ind?abertas de luxúria
O tufo ouriçado do fartanço
De amor praticado sem penúria.

E eu liricamente me esfregava
Raspando os restinhos do festim
A devaneios loucos me entregava
Nos saltos lembrando um Arlequim .

Num repente, da porta do salão,
Sai furibundo o corno do marido.
Enfeitado idiota e vil cabrão
Que por não querer foder ficou fodido.

Pois não sabes tu marido ausente
Se não deres atenção à Columbina
O fogo que a consome será extinto

Mesmo quando tu não estás presente.
O sedento Arlequim a palha empina
E sugará do seu seio o doce Arinto.

Natália Bocage de Camões (trineta)

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