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quarta-feira, março 31, 2004

Num país ideal... 

Dois nortenhos e um alentejano estão num andaime, lavando os vidros de um grande edifício. De repente, o alentejano diz:
- Ai!, ai!, preciso de iri à casa de banho ou faç’ aqui mesmo!
- Estás louco? Vais sujar as pessoas a passar lá embaixo!
- Entan, bate aí na j’nela e pédi pra senhora me dêxar usari o WC!
Assim faz. E a senhora permite. Está o alentejano tranquilo fazendo suas necessidades, quando se ouve uma grande gritaria.
Quando sai, vê que o andaime se tinha quebrado e os dois companheiros se tinham espatifado no chão.
No dia seguinte, no velório, estão lá os amigos, as viúvas inconsoláveis e o alentejano acompanhado da esposa, quando chega o dono da empresa onde os rapazes trabalhavam. Imediatamente todos fazem silêncio. O empresário começa o seu discurso, dirigindo-se às viúvas:
- Sei que foi uma perda irreparável, mas posso, pelo menos, tentar aliviar tamanho sofrimento. Como sei que as senhoras pagam aluguer, darei uma casa para cada uma. Também sei que as senhoras dependem de transportes públicos, por isso, darei um carro a cada uma. Quanto aos estudos dos seus filhos, não se preocupem mais, pois tudo será por conta da empresa até que terminem a faculdade. Para finalizar, as senhoras receberão todos os meses mil euros .
E a mulher do alentejano, já meio arroxeada de tanta inveja, não se contendo mais, diz ao ouvido do marido:
- E o maganão, cagando, n’ éi ?

terça-feira, março 30, 2004

Como dar um comprimido a um gato... 

1. Pegue no gatinho e aninhe-o no seu braço esquerdo como se segurasse um bebé. Coloque o indicador e o polegar da mão direita nos dois lados da boquinha do bichano e aplique uma suave pressão nas bochechas enquanto segura o comprimido na palma da mão. Quando o amorzinho abrir a boca atire o comprimido lá para dentro. Deixe-o fechar a boquita e engolir.

2. Recupere o comprimido do chão e o gato de detrás do sofá. Aninhe o gato no braço esquerdo e repita o processo.

3. Vá buscar o gato ao quarto e deite fora o comprimido meio desfeito.

4. Retire um novo comprimido da embalagem, aninhe o gato no seu braço enquanto lhe segura firmemente as patas traseiras com a mão esquerda. Obrigue o gato a abrir as mandíbulas e empurre o comprimido com o indicador direito até ao fundo da boca. Mantenha boca do gato fechada enquanto conta até dez.

5. Recupere o comprimido de dentro do aquário e o gato de cima do guarda-fatos. Chame a sua esposa do jardim.

6. Ajoelhe-se no chão com o gato firmemente preso entre os joelhos, segure as patas da frente e de trás. Ignore os rosnados baixos emitidos pelo gato. Peça à sua esposa que segure firmemente a cabeça do gato com uma mão enquanto força a ponta de uma régua para dentro da boca do gato com a outra. Deixe cair o comprimindo ao longo da régua e esfregue vigorosamente o pescoço do gato.

7. Vá buscar o gato ao suporte do cortinado e retire outro comprimido da embalagem. Tome nota para comprar outra régua e reparar as cortinas. Cuidadosamente varra os cacos das estatuetas e dos vasos do meio da terra e guarde-os para colar mais tarde.

8. Enrole o gato numa toalha grande e peça à sua esposa para se deitar por cima de forma a que apenas a cabeça do gato apareça por debaixo do sovaco. Coloque o comprimido na ponta de uma palhinha de beber, obrigue o gato a abrir a boca e mantenha-a aberta com um lápis. Assopre o comprimido da palhinha para dentro da boca do gato.

9. Leia a literatura inclusa na embalagem para verificar se o comprimido faz mal a humanos, beba uma cerveja para retirar o gosto da boca. Faça um curativo no antebraço da sua esposa e remova as manchas de sangue da carpete com o auxilio de água fria e sabão.

10. Retire o gato do barracão do vizinho. Vá buscar outro comprimido. Abra outra cerveja. Coloque o gato dentro do armário e feche a porta até ao pescoço de forma a que apenas a cabeça fique de fora. Force a abertura da boca do gato com uma colher de sobremesa. Utilize um elástico como fisga para atirar o comprimido pela garganta do gato abaixo.

11. Vá buscar uma chave de fendas à garagem e coloque a porta do armário de novo nos eixos. Beba a cerveja. Vá buscar uma garrafa de whisky. Encha um copo e beba. Aplique uma compressa fria na bochecha e verifique a data de quando apanhou a última vacina contra o tétano. Aplique compressas de whisky na bochecha para desinfectar. Beba mais um copo. Atire a T-Shirt fora e vá buscar uma nova ao quarto.

12. Telefone aos bombeiros para virem retirar o cabrão do gato de cima da árvore do outro lado da rua. Peça desculpa ao vizinho que se estampou
contra a vedação enquanto tentava desviar-se do gato em fuga. Retire o último comprimido de dentro da embalagem.

13. Amarre as patas da frente às patas de trás do filho da puta do gato, com a mangueira do jardim e de seguida prenda firmemente à perna da mesa da sala de jantar. Vá buscar as luvas de couro para trabalhos à garagem. Empurre o comprimido para dentro da boca da besta seguido de um grande pedaço de carne. Seja suficientemente bruto, segure a cabeça do corno na vertical e despeje-lhe um litro de água pela goela abaixo para que o comprimido desça.

14. Beba o restante whisky. Peça à sua esposa que o conduza às emergências e sente-se muito quieto enquanto o médico lhe cose os dedos, o antebraço e lhe remove os restos do comprimido de dentro do seu olho direito. A caminho de casa contacte a loja das mobílias para encomendar uma nova mesa de jantar.

15. Trate de tudo para que a protectora dos animais venha buscar o cabrão do gato mutante fugido do inferno. Telefone para a loja dos animais e pergunte se têm tartaruguinhas.


segunda-feira, março 29, 2004

Desabafos de um rejeitado  

Às vezes a vida é difícil
No outro dia, uma rapariga telefonou-me e disse...
"Queres vir cá a casa? Não está cá ninguém." Eu fui lá a casa. Ninguém respondeu, não estava mesmo ninguém.

Tem sido um dia difícil.
Levantei-me de manhã... Vesti uma camisa e saltou um botão. Peguei na minha pasta e a pega partiu-se.
Estou a ficar com medo de ir à casa de banho...

Posso dizer que os meus pais me odeiam. Os meus brinquedos do banho eram uma torradeira e um rádio.

A minha mãe nunca me deu de mamar.
Ela dizia que só gostava de mim como amigo.

O meu pai anda com a fotografia de um miúdo que já vinha quando ele compro ua carteira.

Quando eu nasci, o médico foi à sala de espera e disse ao meu pai:
"Tenho muita pena. Fizemos tudo aquilo que podíamos . Mas mesmo assim ele conseguiu sair."

Lembro-me do dia em que fui raptado e em que enviaram um bocado de um dedo meu ao meu pai... Ele disse
que queria mais provas.

Uma vez, quando me perdi...
Vi um polícia e pedi-lhe ajuda para encontrar os meus pais. Disse-lhe:
"Acha que alguma vez os vou encontrar?"
Ele disse: "Não sei miúdo... há tantos sítios onde eles se podem esconder."

Trabalhei numa loja de animais e as pessoas estavam sempre a perguntar se eu crescia muito ou se ficava
só daquele tamanho.

Fui ao médico.
"Doutor, todas as manhãs quando me levanto e me olho ao espelho fico com vontade de vomitar. O que é
que se passa comigo?"
Ele disse: "Não sei, mas a tua vista está óptima..."

Autor anónimo




sexta-feira, março 26, 2004

Mea culpa? 

Nunca engatei puto. Vocês sabem o que é. Não sendo nem feio, nem coxo, nem vesgo, nem gago, nem careca, nem gordo, nem mal-cheiroso (antes pelo contrário), nunca tive lá grande sucesso no miudame. O porquê não sei ao certo mas tenho uma suspeita. É só suspeita pois sempre tive medo de confirmar junto das mocinhas a razão pela qual não se me mandavam ao pescoço ao primeiro alçar da minha bem desenhada sobrancelha direita. Como também se não jogavam aos meus pés tentando cortar a marcha do destino que me poderia separar delas para sempre. Suspeito que o meu ar altivo, assim por-cima-da-burra e de poucas falas, tivesse efeitos contrários aqueles que eu pretendia com o mesmo. E depois era a minha proverbial falta de lata sem ser propriamente tímido e gozando mesmo a propósito de tudo e de nada.
A lata sempre abriu muitas pernocas (desculpem a expressão). Incomparavelmente mais que a estética. Só descobri isso tarde de mais. Já era casado então.
Talvez se naquela época tivesse evitado frases humorísticas do género "Cheiras a enxofre, abusaste do pó para as borbulhas?" ou então "Apanhaste chuva? Estás com o cabelo a escorrer gordura!" ou "Se hoje vens de calças é por que não tiveste tempo de rapar as pernas" ou ainda " O teu bigode faz-me inveja!" agora não me estaria aqui a lamuriar.
Finalmente tenho coragem para enfrentar a verdade!
Digam-me sem relutância se acham que eu merecia o ostracismo a que me votavam as moçoilas da minha juventude.

A rampa 

Um homem torna-se velho no dia em que uma pequena, filha de amigos ou conhecidos que não vê há muitos anos lhe aparece, radiante na sua beleza de mulher feita e demais atributos, e exclama na mais completa inocência o terrível e fatídico:
-Olá tio!
Daqui para a frente é tudo a descer. Um pontapé no gancho das calças dói menos.

quinta-feira, março 25, 2004

Lógica 

23% dos acidentes de trânsito são provocados pelo consumo de álcool, isto
significa que 77% dos acidentes são causados por pessoas que não bebem álcool.
Conclui-se que não faz sentido a proibição que existe pois os abstémios são muito mais perigosos!
Deveria assim ser obrigatório beber antes conduzir! Pelo menos não haveria acidentes provocados por pessoas que não bebem, que são a maioria. Hic...!

quarta-feira, março 24, 2004

Em família 

Israel e Palestina,
Próximos familiares,
Toda a gente desatina
A guerra anda nos ares.

Qual o forçoso motivo
Pelo qual, a sangue frio,
Se torna imperativo
Matar irmão, primo e tio?

Com o coração na boca
Todo o juízo é falível
Toda a orelha é mouca
Toda a sentença terrível.

Serve a fé como desculpa
Pr’as maiores atrocidades
Ninguém reconhece a culpa
Nem responsabilidades.

Matam-se aqui e ali
Por dá cá aquela palha
Grossas razões não vi
Santa Maria me valha!

Onde é qu’isto vai parar
A certeza você tem?
Só poderá acabar
Quando não sobrar ninguém!

ES

segunda-feira, março 22, 2004

Reconhecido 

São mil os meus visitantes
E mil beijos vos envio.
Nelas, acertem na face
E neles que façam desvio.

Que eu cá não sou desses...

A emoção me comanda
Na mais, aqui, que ínclita
Amostra de gratidão.
Espero continuar
A receber a visita
Desta amiga multidão.

ES

1.000 

Quem for o milésimo que se acuse...

sexta-feira, março 19, 2004

Do meu filho 

Tantos olhos brilham no escuro
Os seus são uns deles
Tanta gente chora para ter
Uns olhos iguais a eles

O seu coração também brilha
Brilha tanto que nem sei
Gosto tanto de si pai
Como o pai de mim também.

O Sousinha tem 11 anos.
Óbvio que botei lagriminha.

quinta-feira, março 18, 2004

Conselhos (hehehehe...) 

Ouvi com atenção!

Votai sempre a contento
Daquele que vos faz mal
Levados p’lo sentimento
De um medo sem igual.

Cedei assim à chantagem
De quem sorrateiramente
Vos enfia na bagagem,
Dos infernos, o mais quente.

Não luteis contra aquele que

Da vida nada lamenta
Na morte faz finca pé
Quando a poeira assenta
O que foi já não o é.

e é

Insaciável na morte
Cobarde e assassino,
Faz com que a vossa sorte
Compartilhe o seu destino.

Ironicamente

Não vos sentis um pouco
Miseráveis como rato
Nas garras finas de um louco,
Brincalhão e gordo gato?

ES


quarta-feira, março 17, 2004

Pseudofilosofando 

Qualquer declaração peremptória emitida, à posteriori, acerca das consequências originadas por determinada causa, ou tem origem no Método Científico e é um Postulado dificilmente questionável, ou é uma Opinião eivada de subjectividade e portanto apenas com o valor reconhecido pelo receptor ao emissor.
As declarativas conclusões sobre os trágicos acontecimentos recentes aventadas por alguns blogueiros e comentadores de todas as cores políticas constituem uma interessante panóplia de Opiniões e não de Postulados, como alguns gostariam que fossem considerados. Em todos eles sem excepção, espero, a Dedução foi feita a partir da Observação e da Hipótese pois a Experimentação está nas mãos desse alguém que deu origem ao holocausto e não comenta. Falha portanto uma etapa e como tal não se pode oficializar o processo e portanto aceitar-se a validade da Dedução. Para mim estas Opiniões estão equiparadas uma vez que não conheço nenhum dos autores mas têm o enorme mérito de se lhes conseguir colar uma Origem, podendo assim contestá-las. Óbvio é que algumas me agradarão mais do que outras, o que por si só lhes não confere mais credibilidade.
Outro tipo de Opinião, porem, coexiste. É a que nos pode também ser incutida subliminarmente, e aí somos impotentes, ou manipuladoramente à descarada, pelas fontes de informação pública diária, sem que os mais inocentes de entre nós se dêem conta. E são a grande maioria. Esta Opinião que assim se forma nas massas não é susceptível de contestação por parte dos elementos das mesmas, já que estes não tem consciência da sua Origem. É uma Opinião desvirtuada logo à partida e no entanto vai adicionar-se às outras e com muito maior peso, aquelas que podem ter resultado de um processo inteligente, relegando-as para segundo plano. É esta adulterada mistura que comanda o comportamento do eleitorado. Com a Informação que temos só atrasados mentais, oportunistas e muitos jornalistas garantem a existência da liberdade de voto nas nossas sociedades democráticas. Tenho grande pena dos primeiros e desejava penas enormes para os segundos e terceiros.


terça-feira, março 16, 2004

Ai os eternos lugares-comuns... 

Fui mal compreendido nos posts anteriores. Acharam alguns que a minha sugestão seria acabar com a Democracia e implantar a Ditadura. Não sei que lhes diga. Ou por outra, sei! A única dita que gostaria sempre de ver dura é aquela em que estão a pensar, pois seria sinal de Eterna Juventude. Desculpem a boçalidade, mas sou assim. Irritei-me. E o praguejar, essa popular actividade, alivia-me. Já bastas vezes manifestei que não gosto de cangas, nem para mim nem para os outros!
Sentencia alguém também, que se forem utilizados métodos menos curiais no tratamento do Terrorismo nos tornaremos iguais aqueles que queremos combater. Ó messa! Mas se a minha vida está em perigo, se estou ameaçado por uma arma, até qualquer democratíssimo Código Penal me iliba se me defender com meios proporcionados ao do atacante! A minha atitude será considerada legítima defesa e a justiça não me atribuirá, com certeza, o mesmo estatuto de quem me atacou. Esta é a Lei. Que serve para as relações humanas mas não serve para o combate ao Terrorismo? Expliquem-me o porquê ó Puríssimos Democratas!
Essa do ou defendo-me em democracia (contra o Terrorismo note-se) ou não me defendo de outro modo é, pelo menos, patética para não dizer pateta. É eu continuar a golpear o focinho de um lobo raivoso com um jornal dobrado na mão enquanto ele está prestes a arrancar-me o outro braço. Não gostam de mim assim? Paciência. Não faço tensões de quando em risco de me afogar de, pelo menos, não tentar sequer dar aos braços. Quem virá em meu auxílio será a Adrenalina e não o Espírito Democrático, podem ter a certeza.

segunda-feira, março 15, 2004

À guisa de explicação 

Em resposta a um comentário do amigo Tosta ao post anterior:

Já há muito tempo que deixei de endeusar, quanto mais considerar intocável, qualquer tipo de criação intelectual humana. E a Democracia é-o por definição. Foi inventada para ser o governo do povo para o povo pelo povo. Tem por obrigação defender os direitos do povo contra tudo e todos aqueles que atentem contra ele. Nenhum povo primitivo conhece ou terá conhecido tal sistema, pois ele não nasce com a espécie. Não é ele que melhor salvaguarda, em sociedades primitivas a manutenção da espécie e do meio onde ela vive. Não é ele que está escrito nos genes dos nascituros. Aprende-se. E foi- se desenvolvendo à medida que as ameaças à espécie se foram atenuando ao logo dos séculos. É um regime de Paz quando impera o Conhecido (aqui como oposto ao Desconhecido). Não é o que se passa no presente. Estamos em tempos de Não Paz e Desconhecido. Teremos a tendência para, instintivamente, voltarmos ao que os nossos cromossomas albergam em termos de preservação da espécie. Há que contrariar, mas...

Se a Democracia tal como existe, se se mostra incapaz de o fazer, há que adaptá-la às novas e dramáticas circunstâncias.
Estas novas circunstâncias nunca terão passado pelas brilhantes, filosóficas e gregas mentes e, estou certo, nem sequer fizeram parte dos piores pesadelos de tão augustos personagens no momento das suas inocentes conjecturas.

Ao considerarmos a Democracia intocável estamos a ser fundamentalistas com tendências suicidas tais como aqueles de quem nos queremos defender, mas com uma agravante: Quem ataca são eles. Somos o masoquista nas mãos do sádico levado inexoravelmente ao aniquilamento pela própria depravação.
Se o regime que pretendo se não puder chamar Democracia que se chame outra coisa! Formam-se Comissões Internacionais para tanta estupidez, que se forme mais uma para definir a designação e os limites no espaço e no tempo daquela que vou já baptizar, à falta de melhor, de Ecocracia, pois terá de lidar com Agentes mortalmente poluídores, capazes de extinguirem a curto prazo todo o Ecossistema mundial. Adivinho sorrisos irónicos! Pensem um pouco no paralelo!
E, para os puristas, até não haveria necessidade de tocar na Declaração Universal dos Direitos do Homem. Bastaria que se retirasse ao suspeito ou acusado de Terrorista a classificação de “homem” e passasse a, p.e., Potencial Agente Poluidor, PAP, até ser condenado. Quando culpado passaria a Agente Poluidor, AP, e eliminado como qualquer outro material nocivo. Estou certo que com tanto brilhante causídico pululando por esse mundo fora, surgiria um artifício legal aceitável capaz de sustentar tal reclassificação. Já existe um Processo Geral de como encarar uma Ameaça Ambiental. Haveria que transpô-lo para esta nova Ameaça e seus Agentes. Estamos em face de uma Ameaça à escala do planeta. Não nos iludamos. Há que tratá-la não como temos lidado com as outras ameaças ambientais, fracassadamente, mas como perigo efectivo capaz de aniquilar todas actuais civilizações.
Detergente neles!Generosamente!


sexta-feira, março 12, 2004

Confessando contribuo 

Confesso que politicamente era um anjinho antes de 25/4/74. Agora sou menos.
Confesso que o anterior regime me irritava por que metia o nariz em tudo, além de ser republicano. Aqui não melhoramos!
Confesso que concedi o benefício da dúvida à Democracia, no sentido lato do termo, como regime satisfatório de substituição.
Confesso que neste momento não tenho dúvidas e estou convicto de que a Democracia, tal como é concebida, é impotente para travar o andamento desenfreado da violência gratuita organizada que é o Terrorismo.
Confesso-me cheio de raiva inconsequente porque desesperadamente impotente.

À laia de contrição, e como penitência, posso começar por organizar na cabeça o que é efectivamente o Terrorismo, para mim, e o que posso fazer contra ele, e a partir daí, sugerir o que poderiam ser algumas iniciativas legais da comunidade das nações civilizadas, como um todo. Modestamente.
Arriscando-me a ser sobranceira e paternalmente chamado à atenção por tentativa de meter a foice em seara alheia, pois não sou jurista, lanço para a mesa uma hipótese de definição possível de Atitude Terrorista, uma vez que desconheço se o polémico conceito de Terrorismo reside já caracterizado em algum Código Internacional. Se existe, assunto encerrado e gostava de saber mais sobre o assunto. Se não, podemos pensar numa definição, a priori, o mais abrangente possível. Será um exercício que tem o valor que tem, sem qualquer espécie de pretensão. Somente de sublimação.
Atitude Terrorista : Qualquer intenção, palavra de incitamento ou acção praticados por indivíduos não imediatamente susceptíveis de identificação pública no momento em que praticam esse acto, que pela sua natureza ou pelas suas consequências dê lugar ou provoque destruição de propriedade, mal estar psicológico, ferimentos corporais ou morte em elementos indefesos, seleccionados ou não, simplesmente por pertencerem a organizações ou comunidades de civis, militares, nacionais, étnicas ou religiosas. São excluídos os actos de guerra em situação de conflito armado ao nível de exércitos nacionais.
O indivíduo acusado de intenção, de incitamento à execução de actos terroristas ou à sua prática desde que não apanhado em flagrante, seria julgado normalmente com presença obrigatória de um Júri, e se provada a culpa a pena a aplicar seria a Pena Capital.O indivíduo apanhado em flagrante de acto terrorista, do qual tenham resultado ou não vítimas, seria sumariamente executado sem julgamento, à luz de um preceito legal expedito.
Quaisquer cúmplices ou encobridores receberiam tratamento semelhante ao acusado.
Os Estados estabeleceriam um montante oficial para a recompensa a quem denunciasse qualquer autor deste tipo de crime, a qual só seria paga se houvesse condenação.
Em ambiente de Direito, a dúvida técnica absolve. O erro processual anula o julgamento.
Em ambiente de Terrorismo, a dúvida técnica não absolve. O erro processual não existe.
Para que a Democracia se não transforme em Fobocracia.

quinta-feira, março 11, 2004

Raiva, em improviso... 


Os mortos no chão
O pranto no ar
As caras nas mãos
E chorar, chorar.

As saias rasgadas
Sapatos não há
Os corpos sangrando
Aqui e acolá

Valha-me Deus
Ai que desgraça!
Foi uma bomba
Ali na praça

Venham cá depressa!
Pelos santinhos
É uma menina
Ficou sem pézinhos!

E outra e outra,
E não tem fim.
Nunca vi nada
Que fosse assim.

A raiva e a dor
Tenho atravessada
Que posso fazer
Nada, nada, nada.

Pois a não ser que
Se agarr’ o culpado
E o façam pagar
Em decuplicado

Olho por olho
Dente por dente
É com certeza
O que a gente sente.

quarta-feira, março 10, 2004

Desilusão 

A minha capacidade comunicacional está em regressão. O desafiador riddle do post de ontem limitou-se a provocar dois apenas dois simpáticos comentários eivados de sentimentos caridosos que me enterneceram. Beijos reconhecidos às Martas. Mais nada.
É bem feita, Emílio. Duvidaste da transparência da tua falta de imaginação e aí estiveram os teus fieis leitores, irritados por os tomares de parvos, a remeter-te à tua condição de espécie de Procissionária. Só que...ficarão sem saber a belíssima história que está por detrás do tão diáfano ambiente da imagem. Não, não escusam de insistir que não conto! De vez em quando também amuo. Passar bem!

terça-feira, março 09, 2004

Mistério... 


Se usarem uma lupa , exactamente a 2 cm do bordo esquerdo da imagem, onde a luz ilumina a relva está uma pegada. Um pouco à direita está outra. E na mesma direcção outra ainda. Vêem?
Quantas conseguem contar? São pegadas de quem ou de quê? O que lhes sugere o ambiente? Puxem pela imaginação!

segunda-feira, março 08, 2004

A todas as filhas de Eva ... 

(fado)

Mulher

Em tempos que já lá vão
Estava dormindo o Adão
Quando inesperadamente
O Santo Pai, da costela,
Faz surgir rapidamente
Eva , pura, doce e bela!

Acabada de nascer
A vontade fez valer
A Evinha caprichosa.
Tentou pôr logo a mão
Na maçã apetitosa
Tramando também Adão.

Vejam lá pobres mortais,
Os que foram nossos pais,
Para o que estavam guardados:
Expulsão do Paraíso,
Carregados de pecados,
Pois não tiveram juízo.

Não quero culpar ninguém
E principalmente a Mãe
Da futura Humanidade.
Meiga mas forte no querer
Ficou p’rá posteridade
Com o nome de Mulher.

ES

sexta-feira, março 05, 2004

Portugal no seu melhor... 

Acreditam que me não admirei e até sorrir me fez, enternecido, uma notícia à primeira dentada do pequeno-almoço de hoje.
Três mambicos, lusamente beirões, preparavam-se para vender urânio enriquecido num parque de automóveis de um supermercado da Margem Sul!
Imagino que talvez se tratassem por Lelo, entre eles, de tez escura e façanhudo bigode, fazendo aparecer, como por magia, os invólucros em chumbo, os quais saltavam subrepticiamente dos bolsos descosidos de coçados casacos , numa tentativa de aliciamento do transeunte desprevenido.
Perante a incómoda insistência, fazem-se ouvir os “Já tenho!” resmungam uns, “P’ra qu’é qu’isso serve?” perguntam outros e “ Não tem nada mais baratinho?” ainda outros. Assim se mantiveram estóicos e sarrazinantes até serem ganfados pela PSP, por denuncia anónima. Ele há cada invejoso! E, espante-se, nem um gramasinho conseguiram impingir!
O que realmente me fez sorrir e comover foi a constatação, mais uma vez, do nosso espírito pequenino, de lojista de aldeia e saloio, que temos, de querermos imitar o que se faz “lá fora”. À portuguesa, mais uma vez temos o produto, tão bom como o estrangeiro e sem dúvida a preços competitivos, mas com uma comercialização deplorável, por vendedores com ar de cigano, em local que não lembraria a um careca.
É mesmo giro, não é?

quinta-feira, março 04, 2004

Sentem-se e gozem o fresquinho da tarde.
O último a chegar é... ACEITO SUGESTÕES!

quarta-feira, março 03, 2004

Justos, pecadores e demais impostores 

Indigna-se o Tosta, com toda a razão, com os comentários idiotas de uns americanos sobre a nossa querida justiçasinha. Dêem bitates na terra deles que tem muito que se lhe diga. Não, não sou anti-americano, antes pelo contrário.
Mas agora pergunto eu: Que dizer duma justiça, nossa, que engaveta em Prisão Preventiva, decisão de razoável sensatez, uns gajos que desviam menores, crime de gravidade indiscutível, e deixa sair em liberdade condicional outros gajos apanhados em flagrante, na posse de 15.000 doses da boa, de pistolas e espingardas, como ouvi algures num noticiário nacional, notícia essa que ninguém, que eu tivesse conhecimento , comentou ?
O que passou pelo justíssimo e preclaro melão de tal Meritíssimo?
Qual dos dois tipos de energúmeno tem maior probabilidade de matar alguém por disparo de “arma” ou por fornecimento de “overdose” ou adulteração da “receita”, após a indiciação? Os filhos da p... dos passadores vão-se manter sossegadinhos à pala do Termo de Identidade e Residência, que não percebi sequer se existiu ? Tá-se mesmo a ver não tá-se?
O que apurou a nossa bisbilhoteira e metediça comunicação de tão controversa, para mim, decisão ? Nada , que seu saiba? Se estiver enganado, por favor, que alguém mo aponte.
Os desgraçados vítimas da droga, muitos deles que crédula e inocentemente nela se iniciaram com a agravante de terem que pagar dinheiro ao criminoso em vez de receberem do mesmo, não têm visibilidade social nem política. Logo, o que com eles se passa não conta para o share nem já sequer constitui motivo de comentários. Nojo, engulho e vómito!
Pontapés em cadeiras, saltos, berros e macacadas, no FUTEBOL, igual a 3 dias de horário nobre! Nojo, engulho e vómito!
A populaça, com o problema do Pão mais ou menos resolvido abocanha todo o Circo que lhe quiserem dar. É bem feito! Tem o que merece!
Aqui sim - há justiça!

segunda-feira, março 01, 2004

Do coração 

Talvez não acreditem, mas nunca me passou pela cabeça que o pequeno exercício do post anterior tivesse o sucesso que teve. O número de curiosos decuplicou, pelo menos, e a simpatia de (quase) todos foi, mais uma vez, inexcedível. Digo quase por que duas imaginadas houve que, até ao momento, não deram confiança cá ao pateta. Paciência.
É dos confins da profundidades da minha aurículas e ventrículos que lanço um grito prenhe de inenarrável alegria e incomensurável bemaventurança: MUI GRATO me quedei meninas e meninos: I BALCHÓIE SPÁCÍBA , I FSIEVÔ RARÓCHEVA !
Que a minha inspiração e lata possam continuar a contribuir para momentos tão elevados de surpresa, cultura, introspecção, e vaidade.

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