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segunda-feira, junho 28, 2004

Volto já... 

Último episódio

Hoje é que é. Passem por cá bem. Vou tentar não emudecer totalmente aqui no blog. Dependerá da acessibilidade localmente disponível em terras transatlânticas. Assunto e vontade não faltarão certamente. Tempo, quem sabe? Vão passando...
Beijos e abraços, consoante o sexo,que eu ainda sou à antiga.
Volto já!

domingo, junho 27, 2004

Ausência... 

Estarei ausente cerca de 15 dias a partir de 3ª feira.
Vou, mas custa-me muito deixar este canto e todos os que aqui participam.
Espero que a Maria não se importe que eu lhe roube uma pequena estrofe do poema de Pablo Neruda postado no seu blog.

...
Não quero que vacilem teu riso nem teus passos,
não quero que pereça minha herança de alegria,
não chames a meu peito, estou ausente.
Vive em minha ausencia como numa casa.
...

Pablo Neruda

Amanhã é que me despeço mesmo. Por episódios custa menos...

sábado, junho 26, 2004

Fim de semana... 

Sábado. É véspera de Domingo. Domingo é Domingo e vem, habitualmente, a seguir ao Sábado. Os dois juntos, e seguidinhos por esta ordem, constituem o chamado e ambicionado fim-de-semana.
Até aqui tudo velho. Mas...
Se eu lhes disser que o Domingo pode ser , por exemplo à 4ª feira?
Não pode? Quem lhes disse? Mostrem-me uma Leisinha, uminha, que me contradiga! Sim porque eu estudei o assunto, exaustivamente. Ora tomem lá!
Não foi uma bela surpresa?
................................................................
Bem...hummm...Deixa-me lá ir para a sombra que me estou a sentir esquisito...De que é que eu estava a falar...?


sexta-feira, junho 25, 2004

Uma manhã calma... 

Há uns anos...



Em extinção

Carvão sobre papel 20 cm x 15 cm Col. do autor

quinta-feira, junho 24, 2004

Preparativos... 

Paulatinamente, até ao próximo dia 28, quero ir desligando os circuitos mentais que mantenho com a realidade do quotidiano aqui neste país. Arranco-me para férias dia 29. E quero sair já "em vazio", como se diz em linguagem eléctrica.
Corto os cabos sem disjuntor e envolvo-lhes as pontas com fita isoladora até ao meu regresso.
Os circuitos afectivos levo-os comigo. Até já preparei uma malinha, acolchoada por dentro, onde irão devidamente acondicionados. Vou mantê-los em perfeito estado de funcionamento debitando saudades, para o que previ um "racord" que sai de uma tomada na mala e fica ligado ao meu peito por alturas do coração. Dia e noite.
Não fiquem tristes desde já pois ainda volto para me despedir.

terça-feira, junho 22, 2004

Afeganistão 

Este quadro já tem uns anos. Foi resultado de alguma emoção relativa ao assunto que motivou o título do post.



Ainda vivos...

Acrílico sobre tela 70 cm x 60 cm Col. do autor

Natureza 2 

Um canto de uma antiga casa minha. A fotografia do quadro não ficou grande coisa, pelo que peço desculpa, mas dá para ter uma ideia.De vez em quando dá-me um ataque mais intimista...



Canto dos espelhos

Óleo sobre tela sobre cartão 30 cm x 40 cm Col. do autor

segunda-feira, junho 21, 2004

Natureza 



Óleo sobre tela sobre cartão 30 cm x 20 cm Col. particular

domingo, junho 20, 2004

Sonho... 

Tive um sonho.
Estava na praia deitado ao sol, olhos fechados. Através das pálpebras percebo que me é retirado de súbito o direito ao bronze. Algo ou alguém se colocou em conjunção com a estrela. Não me mexo. Subitamente a tua língua percorre-me a face. Continuo a fingir que durmo e tu não paras. A frescura da tua saliva alivia-me o calor abrasador. Exultante de felicidade abro os olhos. E fecho-os de imediato! O sacana do cão nunca perdeu esta mania...
E tu escusas de rir que nem uma pató!

sábado, junho 19, 2004

Um certo Mr.Blog... 

"Temos passado serões assim.
Tu sentada ao teclado e eu, instalado na poltrona, com uma mão segurando um livro e a outra poisada no teu colo.
Gosto de sentir a firmeza da tua coxa e a sensação boa de te ter ali ultrapassa frequentemente a concentração na leitura.
O dedilhar quase musical no keyboard acompanha os saltos do meu olhar percorrendo as sílabas e as palavras do romance.
Não quero quebrar a tua vigorosa atenção denunciada por aquele vinco na testa que tão bem conheço.
Esse vinco é um local que foi predestinado a ser vítima dos meus beijos.
Assim como o lobo da tua orelha que brilha à luz do écran do monitor.
Neste momento tenho de ser paciente. Se me ergo desfaço a magia da cena.
Mas é tão difícil resistir!
Chego a ter ciúmes dessa criatura chamada Mr.Blog.
Quanta energia desviada para fora de mim.
Quanto tempo roubado ao meu convívio, enfim...
Mas tu gostas. Tenho de compartilhar-te com ele, está visto!
Desde que te possa mexer, afagar, beijar enquanto lhe dás atenção...
Mas podes ter a certeza que não vos deixo a sós!
Tenho confiança em ti mas não nele."


Peça curiosa e tão actual . Autor anónimo.

sexta-feira, junho 18, 2004

Barco na praia 2 


Tempo de Reparações e Descanço

Acrílico sobre tela 40 cm x 30 cm Col. do autor

quinta-feira, junho 17, 2004

A menina dos Jeans 

Dedico este muito especialmente à Maria, minha mui ilustre admiradora, que, apesar de não conhecer pessoalmente, admito que se possa rever no modelo. Mais quilo, menos quilo!



Óleo sobre tela 50 cm x 80 cm Col. do autor

quarta-feira, junho 16, 2004

Barco na praia 


Tempo de Reparações e Descanço

Acrílico sobre tela 40 cm x 30 cm Col. do autor

terça-feira, junho 15, 2004

Natureza (1) 


Óleo sobre tela 50 cm x 35 cm Ano 2003 Col. Particular

Catacuzes 

Nesta digressão gastronómica, passamos de imediato aos catacuzes. Não tenho a certeza de que se escreva com s ou com z, mas inclino-me mais para o último. É uma planta rasteira, de folha larga de verde intenso, e que se encontra no estado selvagem em locais que convidem talvez à satisfação de determinada actividade fisiológica. Daí ,talvez, o nome. É utilizada como substituta do espinafre em todas as suas aplicações. Há quem lhe chame acelga brava.

Sopa de Catacuzes com feijão encarnado (4 pessoas)

1 molho grande de catacuzes ou o que for preciso
1 kg de feijão em lata que é mais prático
1 pé de poejos pequeno (só as folhinhas)
1 dl de azeite
5 dentes de alho grandes
1 folha de louro partida ao meio
2 colheres de chá de pimentão doce
sal q.b.

Fazer um refogado leve (alho ainda branco, atenção) com o azeite, os alhos cortados fininho, o louro, o pimentão e os poejos.
Juntar os catacuzes e deixar estufar com um pouco de água, até cozer. Juntar depois o feijão, sendo 1/3 em puré e o resto inteiro e completar com a água necessária a 4 criaturas. Quando levantar fervura está nos trinques. Experimentem também com espinafres ou acelgas. Enjoy!




segunda-feira, junho 14, 2004

Sopa de beldroegas com queijo para 4 

Beldroegas a gosto, mas sempre mais do que acharem que chega
1 cebola grande
3 dentes de alho
4 cabeças de alho entêras, sem barbas e sem as peles secas brancas (tiram-se com os dedos secos)
1 folha de louro (partida ao mêo)
2 colheres de chá de pimentão doce em pó
8 batatas médias
1 dl de azêti
4 ovos
2 quêjos de cabra Palhais, por exemplo, ou de Évora de mêa cura.
Sal q.b. ( adoro o q.b.)

Escaldar beldroegas com água a ferveri, para tirar o amargo.
Fazer um refogado com o azêti, a cebola, o três dentes de alho picadinhos e as cabeças entêras, o louro e o pimentão. Com a cebola loira, meter as beldroegas e dêxar estufari 5 minutos depois de as envolver na caldipana. Juntar a água necessária à sopa e dêxar cozeri 20 minutos, juntando as batatas às rodelas grossas, a mêo do tempo, de modo a que estejam cozidas ao fim dos 20 minutos das beldroegas. A 3 minutos do fim, juntar os quêjos partidos em quatro. Já está! Quem quiser pode escalfar os quatro ou mais ovos no caldo. Alambazem-si e bom apetíti!
Ah, é verdade! As cabeças de alho esmagam-se com o garfo dentro do prato de cada um, misturando a pasta que delas sai com a sopa. Não dá mau-hálito e é munta bom!

Se não arranjarem beldroegas utilizem alface. Fica também de se lhe tirar o chapéu!




1-2 

Não percebo patavina de futebol, nem quero. Mas assisti ao espectáculo deplorável de sábado. O mau resultado, segundo os entendidos foi devido aos ?nervos? dos meninos. Mas futebolista profissional, internacional, calejado nestas andanças, tem nervos? O treinador deveria proibir os nervos aos garbosos mancebos. Nervos têm as prima-donas, mas essas têm a desculpa de serem senhoras de, normalmente, uma sensibilidade exacerbada, coerente com a sua natureza de artistas letradas e intelectuais. Esta rapaziada, para prima-donas, sobram-lhes os pelos e os tintins. O que eu vi n vezes foi um português à espera da bola, de um passe amigo, parado, e um grego vir a correr por trás e chegar primeiro à chincha. A mim, os nervos dão para me mexer não para ficar quieto como um cepo. Mas isto sou eu que não percebo nada do assunto e estou autorizado a ter nervos! Boa semana...

sábado, junho 12, 2004

Beldroegas 

Ontem fui ao Alentejo. Trouxe três sacos de beldroegas que dão aí para umas 20 criaturas. Quem sabe o que é? Fazem uma sopa de estalo. Leva alho e queijo de meia-cura. Se alguém estiver interessado dou a receita. Mas têm de pedir com meiguice! O único senão: dão uma trabalhêra a arranjari...Parte desta esplêndida manhã foi-se nessa actividade tão pouco gratificante.
Dizem que o acto de comer tem propriedades anti-depressivas. Vamos então a isso! E se há gente que precisa de comer. Oh se há! Não há, R...? Aproveitem estes dois dias para se alambazarem... Bom apetite!

sexta-feira, junho 11, 2004

Sem título 

Estou atrasado com o post de hoje. Assuntos mais urgentes me chamaram. E a inspiração custa a chegar. Ainda tive esperanças que alguma coisa tivesse mudado mas não. Na realidade, não pode nem deve.
Está um dia lindo. Quem puder que o goze da melhor forma. Por mim vou ver se alinho uns traços. A óleo, que não é solúvel em água. Não esborrata mesmo que lhe caiam uns pingos. De lágrimas ou de suor...O Sol vai tórrido!

quinta-feira, junho 10, 2004

Vazio... 

Nada me sai hoje. Que me desculpem os mais fiéis visitantes. Hoje é dia de choro e ranger de dentes mesmo. E os que mais se seguirão até me conformar.

Abdiquei da Felicidade.
Que fique a inspiração!?

Conto com a vossa companhia...

quarta-feira, junho 09, 2004

Para desopilar... 

NA FARMÁCIA

Um homem entra numa pequena farmácia. Quando percebe que a única
pessoa que atende no balcão é uma velhinha, desiste de pedir o que desejava e,
para disfarçar, pede só um sabonete. A velha nota o ar de
preocupação do sujeito e lhe diz:
- O senhor não entrou aqui só para comprar um sabonete! Eu e minha
sócia estamos nesse ramo há mais de quarenta anos! Já atendemos tudo
quanto foi caso! O senhor não precisa se encabular, qual é o seu problema?
O homem resolve confessar:
- Sabe o que é? É um problema de natureza sexual! Quando eu tenho
uma erecção, ela se prolonga por horas e horas! Não há o que faça o
meu pénis baixar! Eu posso ter relações, me masturbar, o meu pénis continua
erecto por muito tempo! A senhora tem alguma coisa para me dar para isso? A
dona da farmácia diz que vai consultar a sócia e se ausenta por alguns instantes.
Volta em seguida junto com outra velhinha e diz para o sujeito:
- O que eu e minha sócia podemos lhe dar são oitocentos contos por
mês, mais cama, comida e roupa lavada.


ATENÇÃO!!!!

Eu nao costumo reenviar este tipo de e-mail por serem alarmistas e muitas vezes infundados, mas este parece-me genuíno, por isso cá vai:
Tenham muito cuidado ao parar nos semáforos onde estão aqueles malabaristas com fogo. Enquanto o condutor está a assistir ao espectáculo, outro malabarista vem por traz e atira um cocktail molotov para dentro do carro!
O motorista, assustado e com o carro em chamas, sai desesperado.
Nesse momento, surge um terceiro malabarista, que vem pela direita e manda um chimpanzé amestrado para dentro do carro, com um fato com isolante térmico.
Este chimpanzé, treinado na cidade do Cairo (Egipto) e alimentado com damascos gigantes da Nova Guiné, rouba-lhe o auto-radio e tudo o que houver dentro do automóvel.
Enquanto isso, dois falcões peruanos de caça fazem voos rasantes sobre a cabeça do condutor, lançando bostas volumosas e compactas que acabam por distrair o condutor do que esta a acontecer dentro do carro!
Quando o chimpanzé volta, eles fogem numa trotinette motorizada verde musgo, fazendo uma pirâmide humana e cantando "Eu tenho 2 amores" do Marco Paulo,rumo a outro sinal...
O marido da prima da vizinha da cunhada da tia de um amigo de um amigo meu,passou por isso, e eu então resolvi dar o alerta...

CONTO DE FADAS PARA AS MULHERES DO SÉCULO XXI...

Era uma vez...
numa terra muito distante... uma princesa linda, independente e cheia de auto-estima que se deparou com uma rã enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas.
Então a rã pulou para o seu colo e disse:
- Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei-me nesta rã asquerosa.
Um beijo teu, no entanto, há-de transformar-me de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir lar feliz no teu lindo castelo. A tua mãe poderia vir morar connosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavar as minhas roupas, criar os nossos filhos e seríamos felizes para sempre...
Naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã sautées, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria, pensando consigo mesma:
- Nem morta!

Bom fim de semana compriiiiiiiiiiiiiiiiido...

terça-feira, junho 08, 2004

Vénus 

É hoje o herói!. Está aqui pertinho. Sugestivo. São famosos os seus acidentes orográficos e a sua roupa ligeira. Não o voltaremos a ver como hoje. Resta-nos o consolo de o termos sempre presente em actividades do dia a dia (nem para todos). Cantou um poeta com inexcedível musicalidade - "Écarte tes cuisses, oh Vénus..." mas não era certamente no planeta que se inspirava.
Explorai os seus montes, sim. Mas com vestimenta adequada... Divirtam-se!

segunda-feira, junho 07, 2004

Unhas ... 

Consegui mesmo deixar de roer as unhas! Esteticamente ainda não atingi a perfeição mas para lá caminho a palmos largos. Não sei se alguma vez me libertarei daquela forma quadrada que apresentam as cabeças dos meus viris dedos. Mas é uma achega importante ao meu nível de auto-estima, como agora se diz, aquele debrum branco que salta à vista na ponta da unha. A tentação de lhe meter o dente é avassaladora. Resisto, porém! As meias luas é que ainda não nasceram... Tenho que empurrar com denodo as peles que as cobrem, após um breve amolecimento com água tépida e saponificada. Estou um especialista, como vêem. Um pequeno senão ? o trabalho para as manter limpas é extenuante! Mas dos fracos não reza a história. Uma boa semana para todos, mesmo para os que ainda se não libertaram deste terrível hábito. Não é, você aí?

domingo, junho 06, 2004

Chamemos os bois pelos nomes... 

Disseram-me um dia que eu era inseguro. Nessa altura esperneei, barafustei e insultei devolvendo a ofensa. Caído em mim, reconsiderei. O que será ter medo de encarar a rejeição? O que será temer a todo o momento perder lugar no coração daqueles que residem no nosso? Qual a explicação para o "se calhar tal coisa que tanto quero não vai acontecer por qualquer impedimento de última hora" e "agora o que é que eu faço?". Quando me dizem "és um falta de ar do caraças" será da mesma coisa? Oh, quantas figuras de parvo não fiz já, e quantos não impacientei em resultado desta paranóia. Se conhecerem o nome de alguma mezinha capaz de mitigar tal padecimento digam, sim? Se calhar ninguém vai ler isto ou se lerem não se preocuparão a ajudar-me... Então e agora? Lá estou eu, lá estou eu !

sexta-feira, junho 04, 2004

SHHHHHH...! 

Passando os olhos pela CNN, eis senão quando, como se costuma dizer, deparo-me com os seguintes cabeçalhos (pela minha saúde se isto não é verdade, juro mesmo):

Poluição na América do Norte cai 10%
Menos pobres no mundo
Menos bebés a morrer
Taxa de cancro em regressão e taxa de sobrevivência em ascensão

E tudinho na mesma edição. É demais! Muito de mansinho, sem ler absolutamente mais nada, fechei a página... encostei-me na cadeira . Não quero saber! Não me digam nada! ...NÃO ME ACORDEM, RAIOS!

quinta-feira, junho 03, 2004

Calor... 

A canícula. Como era previsível. E com ela um aspecto de que lhes quero falar.
A brancura dos membros femininos, em hibernação nas roupagens protectoras na estação fria, surge-nos num encandeante repente, provocando um semi-cerrar de pápebras e uma contracção espasmódica das pupilas. Um gesto automático de agarrar nos óculos escuros é regra quando se nos depara , saído detrás de uma esquina, de sopetão, um par de alvíssimas pernas, por vezes ostentando ainda a pelagem de Inverno, encimadas por um capitel estilo hot-pantico, o qual suporta em camadas sucessivas: a) a posta-do-meio à cor das coxas b) um garrido bustier de smoques c) um colo já vermelhusco e d) um rosto de fazer chorar as pedrinhas da calçada (de desgosto). Mulher tipo ora bolas. Frequentemente a radiação branca é de tal intensidade que o risco de descolamento da retina é não despiciendo. Esta exposição agressiva de pele ansiosa por sol, é visualmente poluidora e tenho-a como patética e desnecessária. Pois não há tanto produto cosmético disfarçador das piores irregularidades cutâneas, não só na forma como no conteúdo e na cor? Porque não o utilizar em tão gritante situação, esperando que a exposição solar cumpra a sua obrigação? Olha, olha...ali vai mais uma! Psst... ó menina... faz-me favor...!

quarta-feira, junho 02, 2004

Orelhas 

Não sei o que me deu, só me apetece contar histórias de orelhas, tais como:

O pai para o filho muito traquinas e inconveniente:
- Filho, hoje vem cá um amigo do pai que não tem orelhas. Estás proibido de mencionar a palavra "orelhas" quaisquer que sejam as circunstâncias, ouviste?
- Sim paizinho!
Já na presença do senhor o menino comporta-se impecável e até lhe vai mostrar um brinquedo com um olhar cheio de comiseração e os olhos rasos de água. O senhor, simpático, mira e remira o brinquedo. A criança, não se aguentando pergunta:
- O senhor não precisa de óculos, pois não?
- Não, graças a Deus meu menino.
- Então se precisasse onde é que os pendurava?

E esta outra:

Na maternidade, após o parto, a mãe é preparada pelo médico para aceitar gradualmente os problemas graves que o seu filho, recém nascido, apresentava.
- Minha senhora, tem que ser forte, o seu filho nasceu sem braços e sem pernas.
- Não faz mal, vou amá-lo do mesmo modo como se os tivesse!
- Mas o seu filhinho nasceu sem corpo...
- Não importa, o meu amor por ele resiste a tudo. Traga-me o meu filho que anseio por vê-lo!
Entra uma enfermeira com uma toalha onde apresenta uma só orelhinha rosada.
- Aqui tem o seu menino.
- Meu querido, meu adorado filhinho. Não te preocupes. Hei-de tomar conta de ti sempre até....
- Minha senhora, fale-lhe mais alto que ele é muito surdo!

O Regresso 

E ela voltou! Aleluia! Aquela taça onde todas as manhãs executo a minha higiene do espirito e mato a sede da alma está novamente repleta de água fresca. Posso, enfim, vestir roupa limpa. Bem haja!

terça-feira, junho 01, 2004

Volta, por favor! 

Habituado a uma regularidade quase cronométrica dos seus posts, há já dois dias que o seu silêncio é preocupante.
" ...aqueles que por obras valorosas se vão da lei da morte libertando..." aplica-se ao (re)Criando. Não morrerá portanto! Nem no meu peito nem na minha memória. Acredito que esteja em estado episodicamente letárgico e que um destes dias acordará, pujante, derramando sobre nós toda a sua vivificante poesia . Em momentos de prosaico e boçal materialismo ter onde matar a sede de espiritualidade, beleza e puro sentimento é de uma felicidade sem preço. As Almas Secas desesperadamente rogam que voltes sem tardança, Maria! Por aquilo que mais procuras!

Ventos... 

É a manifestação meteorológica que mais negativamente me afecta .
Quando a Serra de Sintra está de nubloso capachinho, que se cuidem os que se passeiam em Cascais de toupet ou cabeleira postiça. As pesadas massas de ar vindas de norte, com trajecto marítimo, largam a sua humidade na zona que se estende da Malveira da Serra a S.Pedro de Penaferrim e, sentindo-se mais leves, embalam serra a baixo, mais uma vez sedentas, em direcção ao mar. Na sua passagem e deslocalizados, ficam contentores do lixo, ramos de árvores, sacos de plástico, roupa interior e outros souvenirs da civilização ocidental. Pernas ao leu, viste-las . A saia com roda passou de moda há muito. Eroticamente falando, o vento deixou de ter interesse. Em compensação faz a fortuna dos alergologistas. O 1º de Junho nasceu bufando. Serão três dias de despenteamento total, do qual me rio por escassez capilar, que culminarão com os primeiros calores a sério.É matemático. Aguentemo-nos!

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